Quem tem o hábito de usar paracetamol para aliviar qualquer "dorzinha" está sob sério risco de morte!

fonte imagem: Veja


Após ler matéria em outro blog sobre o paracetamol e por ter conhecido uma pessoa que morreu depois de longo tempo fazendo hemodiálise devido à insuficiência renal causada pelo uso contínuo desse medicamento, além de outra que só não passou pelo mesmo processo por eu a alertar a tempo (o médico apontara para essa possibilidade após ver os resultados dos seus exames clínicos),  resolvi também escrever sobre o tema para ajudar a conscientizar a população e a disseminar o alerta. A notícia não é nova, mas muita gente ainda não tem a menor idéia do risco que ele representa.

O acetaminofeno, ou paracetamol, tornou-se um dos analgésicos e antitérmicos mais populares no Brasil, principalmente depois do aumento significativo dos casos de dengue no nosso país. Ao contrário do  ácido acetilsalicílico (AAS), ele não altera o mecanismo de coagulação sanguínea e por isso passou a ser comumente receitado pelos médicos nas suspeitas de infecção desse vírus, potencial causador de hemorragias fatais.

O problema é que um número expressivo de brasileiros tem como hábito a prática da automedicação, principalmente com o uso de doses "cavalares" de analgésicos para aliviar qualquer tipo de dor, até mesmo as causadas pela ingestão de bebidas alcoólicas (ressacas)
, e como o uso do paracetamol está "na moda", nem preciso dizer qual é um dos mais vendidos nas farmácias, drogarias e outros pontos de venda não apropriados (padarias, bares, mercados...).

O PERIGO

Em 2005, a revista científica New Scientist divulgou uma pesquisa alertando sobre os riscos que o uso indiscriminado do paracetamol poderiam causar à saúde, isso depois que foi divulgado que ele se tornou o maior causador de insuficiência hepática nos EUA. Segundo a matéria da UOL News sobre o assunto, na época, o estudo mostrava "que a proporção de problemas no fígado causados pelo medicamento chegou a 51% do total em 2003. Em 1998, esta proporção era de 28%." Ainda diz que os cientistas concluíram "que 20 comprimidos de paracetamol por dia são suficientes para causar insuficiência hepática e levar à morte - a dose máxima recomendada é de oito."

Estudos mais recentes comprovam que não apenas as doses diárias excessivas causam danos no fígado e nos rins, mas também o seu uso frequente. "No caso do rim, o medicamento pode fazer com que o órgão pare de funcionar, além de causar hepatite medicamentosa", diz o artigo de 2009 do Folha da Cidade.

Tanto a matéria da UOL quanto a da Folha da Cidade dizem que quando tomado após a ingestão de alcóol ou concomitante com outros remédios, o efeito é muito mais perigoso.  Veja o que a UOL News disse sobre o uso do paracetamol para aliviar ressacas, de acordo com a entrevista de Anthony Wong, toxicologista do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas:

"Nada de paracetamol na ressaca

Ele contou que a velha prática de tomar um comprimido com paracetamol em dias de ressaca para combater a dor de cabeça deve ser completamente abolida da vida das pessoas. 'É uma boa advertência para essa época de natal e ano novo. Não se pode tomar um porre e depois tomar paracetamol, pois pode causar lesão hepática fulminante mesmo em doses menores do que 20 comprimidos. Também não pode tomar aspirina, porque ela aumenta o sangramento gástrico'."
 O mais recente estudo sobre o paracetamol foi feito pelos cientistas da Universidade de Edimburgo. A matéria veículada na BBC Brasil no dia 23 de novembro deste ano, diz que, segundo esse estudo, "consumir uma dose um pouco acima da recomendada do analgésico paracetamol por um longo período de tempo - mesmo que apenas por uma questão de dias - pode causar graves danos à saúde". Diz também que "os pesquisadores descobriram que muitas pessoas que usam os comprimidos contra dor não percebem quando tomam mais do que o permitido e não se dão conta dos danos causados pelo consumo excessivo do remédio ao fígado" e ainda que "este problema geralmente também não é detectado pelos médicos no início, pois os exames de sangue não indicam níveis excessivos de paracetamol após a ingestão inicial superior à indicada".

Como podemos ver, o uso desse medicamento aparentemente inofensivo é extremamente perigoso e poderá vir a ser um dos maiores problemas de saúde pública do nosso país.

Ajude-nos a disseminar este alerta enviando aos seus amigos.
Para isso, basta clicar no ícone "envelope" mais abaixo.

Conscientizar é um dever de todos nós!









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